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Segurança contra Incêndios e os Produtos Intumescentes 2000

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Perante o desenvolvimento de um incêndio, muitos elementos das estruturas construtivas dos edifícios vêm a sua resistência reduzida, se não forem devidamente protegidas, como é o caso das estruturas de madeira e das estruturas metálicas.

Em 2008 foi publicado o Decreto-Lei n.º 220/2008, de 12 de Novembro, que aprovou o regime jurídico de segurança contra incêndio em edifícios (SCIE). Este diploma determina, entre outros assuntos, que sejam regulamentadas as disposições técnicas gerais e específicas de SCIE referentes às condições de comportamento ao fogo, isolamento e proteção, bem como às condições de evacuação.

Uma das formas de proteger as estruturas face ao desenvolvimento de um foco de incêndio, consiste na utilização de determinados produtos, como o caso das Tintas Intumescentes.

As Tintas Intumescentes permitem garantir a estabilidade de estruturas sujeitas a um incêndio, durante um determinado período de tempo, retardando o aumento da temperatura da mesma. Esta proteção passiva permite:
- ganhar tempo para concretizar a evacuação dos edifícios;
- limitar a propagação do fogo às restantes áreas do edifício.

COMO?

Constituem um tipo de tinta que confere características especiais na superfície a proteger. Quando a temperatura atinge os 200ºC, a película de tinta sofre uma expansão volumétrica, formando uma camada que pode atingir várias dezenas de vezes a espessura inicial. Essa camada funciona como uma barreira isolante térmica da superfície retardando o seu aumento de temperatura e preservando, durante algum tempo, a sua resistência mecânica. É precisamente este período de tempo que pode ser vital na evacuação dos edifícios.

O tempo de resistência ao fogo, que se encontra definido no Regulamento Geral de Segurança Contra Incêndios em Edifícios, varia em função do tipo de edificação e tem em conta aspetos como: a utilização do edifício, a altura e a área construída, a compartimentação existente, a carga combustível, a taxa de ventilação, entre outros. O tempo pretendido de resistência ao fogo (15, 30, 45 minutos, etc), o número de faces da estrutura metálica que poderão estar diretamente expostas ao fogo e a massividade (ou fator de forma), condicionam a espessura seca da tinta intumescente a aplicar.

A Tinta Intumescente é produzida pela Fábrica de Tintas 2000, S.A. sob licença da empresa detentora da patente, e foi testada no Centro Técnico del Fuego, da AIDICO (laboratório certificado pela ENAC), de acordo com a norma UNE-EN 13501-2:2004 Classification of the construction products and of the building elements considering their fire behaviour. Part 2: Classification using as a starting point the data obtained at the fire resistance tests excluding the ventilation facilities.

Pode ser aplicada à trincha, a rolo, ou com pistola airless. Apresenta boa aplicabilidade, boa lacagem e pode ser aplicada até 1.100 micra húmidos por demão sem apresentar escorrimento. Tem uma secagem ao tacto de 30 minutos e um rendimento de 1,1 m2/L para uma espessura de película seca de cerca de 650 micra.

O esquema de pintura envolve a aplicação de uma demão de um primário anticorrosivo (de natureza alquídica ou epoxi) com uma espessura seca, no máximo de 40 a 50 micra. Segue-se a aplicação da Tinta Intumescente com a espessura seca pretendida e no final pode aplicar-se um esmalte, de preferência monocomponente, com uma espessura seca de 30 a 60 micra.

A Tinta Intumescente é comercializada na cor branco e em embalagens de 20 L.

Patrícia Rodrigues

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